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O Duque Ai do Estado de Lu disse a Confúcio - "No Estado de Wei há um homem feio chamado Ait'ai (Feio) T'o. Os homens que convivem com ele não podem esquecê-lo. As mulheres que o vêem dizem aos pais - "Preferiria ser a concubina desse homem a ser a esposa de um outro". São muitas as mulheres que assim pensam. Ele nunca tenta dirigir os outros, mas apenas os segue. Não tem a seu dispor nenhum poder de governante pelo qual possa proteger as vidas dos homens. Tampouco tem fortuna amontoada com a qual lhes satisfaça os apetites e é, além disso, terrivelmente feio. Segue mas não dirige o seu nome não é conhecido além do próprio Estado. Todavia os homens e as mulheres procuram igualmente sua companhia. Assim deve haver nele algo diferente dos demais. Fui procurá-lo e verifiquei que é, na verdade, amedrontadoramente feio. Entretanto ainda não tínhamos estado muitos meses em contato quando comecei a ver que havia algo nesse homem. Antes de um ano comecei a confiar nele. Como meu estado necessitasse de um Primeiro Ministro ofereci-lhe o cargo. Olhou-me de mau humor antes de responder e pareceu-me que preferia declinar a oferta. Talvez não me julgasse bom demais para ele! De qualquer modo dei-lhe o cargo; porém dentro de muito pouco tempo ele me deixou e foi-se. Afligi-me como se tivesse perdido um amigo, como se não houvesse mais ninguém com quem eu pudesse viver alegremente em meu reino. Que espécie de homem é ele?"
Confúcio disse: [...] "Tal é a importância ligada à conservação de todo o corpo. Como não será mais valioso aquele que preserva sua virtude intacta?. Ora, o Feio T'o nada disse e recebeu confiança. Nada fez e foi procurado e até lhe ofereceram o governo de um país com o único receio de que ele pudesse não aceitar. Na verdade, ele deve ser aquele cujos talentos são perfeitos e cuja virtude não tem exterioridades!".
[por]
Zhuangzi







CVIII.
[Alexandre, o Grande] Aprisionou dez sábios do país dos que andam nus e são chamados de gimnosofistas [budistas?]; estes haviam feito Sabas rebelar-se contra ele e causaram muito dano aos macedônios: e como eram tidos como os mais sagazes, mais sutis e mais breves em suas respostas, ele lhes propôs várias perguntas, que pareciam sem respostas, ordenando-lhes que as respondessem; do contrário, mandaria matar o primeiro que tivesse errado na resposta e todos os outros, depois: e um, dos que parecia o mais velho de todos foi o juiz das respostas.
A pergunta que fez ao primeiro foi: "Qual julgava ele seriam em maior número, os mortos ou os vivos? —- Ele respondeu que eram os vivos: porque, disse, os mortos não existem mais.
Ao segundo, perguntou, quem alimenta maior número de animais, a terra ou o mar?
Ele respondeu que era a terra, porque o mar é uma parte dela.
Ao terceiro qual é o mais astuto dos animais? Ele respondeu, que era aquele que o homem ainda não conheceu.
Ao quarto: por que havia feito Sabas rebelar-se. Para que, disse ele, vivesse honradamente ou morresse gloriosamente. 
Ao quinto: o que é mais antigo, o dia ou a noite? Ele respondeu: o dia, por um dia. E como o rei achasse que esta resposta era estranha, ele acrescentou: Para perguntas estranhas é necessário que as respostas também sejam estranhas.
Passando adiante, perguntou ao sexto: qual o meio pelo qual o homem mais se poderia fazer amar? Sendo muito bom e não se fazendo temer. 
Ao sétimo perguntou: como um homem poder-se-ia tornar deus? Fazendo algo impossível ao homem, ele respondeu. 
Ao oitavo: qual era mais forte, a vida ou a morte? Ele respondeu que era a vida, porque suporta todos os males. 
E ao último: até que idade é bom que o homem viva?
"Até que, respondeu ele, não se julgue o morrer melhor do que o viver". 
Ouvidas estas respostas, voltou-se para o juiz ordenando que pronunciasse as sentenças.
Este disse: "Todos responderam cada qual, um pior do que o outro". Então Alexandre retorquiu: "Tu morrerás por primeiro, tendo dado tal sentença". "Não o farás, Senhor, se não quiseres passar por mentiroso, porque tu mesmo disseste que farias morrer por primeiro aquele que tivesse respondido pior". Por fim ele os mandou a todos embora, dando-lhes ainda presentes.
[Plutarco em Vida de Alexandre, CVIII]








Confúcio para Brasileiros!
Você pergunta, ele responde!
[ Thanks Lala Red pela foto! =D ]







Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.



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